A proposta apresentada na Câmara Municipal de Cabo Frio para nomear o Terminal de Ônibus de Turismo como “Josias da Swell” gerou ampla repercussão nas redes sociais. A iniciativa, que busca homenagear o ex-secretário municipal falecido há algumas semanas, acabou despertando críticas e debates antigos relacionados ao uso do espaço público.
O projeto foi protocolado pelo vereador Luis Geraldo (REP) e tem como objetivo reconhecer a atuação de Josias da Swell na administração municipal, especialmente em ações ligadas à mobilidade urbana e ao turismo. No entanto, após a divulgação da proposta, a escolha do local passou a ser fortemente questionada por moradores e usuários das redes.
Entre os principais pontos levantados está a situação do terreno onde o terminal funciona. Segundo comentários recorrentes, a área seria alvo de uma disputa judicial envolvendo uma família que tenta, há anos, recuperar a posse da propriedade, sem sucesso.
Além da questão fundiária, internautas também alegam que o espaço estaria inserido em uma área de proteção ambiental. De acordo com essas manifestações, a implantação do terminal teria ocorrido com desmatamento da vegetação nativa, o que agravaria a polêmica em torno da legalidade da ocupação.
Outro aspecto citado nas críticas envolve a cobrança de taxa para a entrada de ônibus de turismo no município. Usuários afirmam que a tarifa contraria a postura defendida por Josias da Swell, que, segundo relatos, sempre estimulou a recepção de turistas e o fortalecimento do setor como estratégia econômica.
Apesar das manifestações contrárias, defensores da proposta afirmam que a homenagem é legítima e reconhece a trajetória de um servidor público que deixou contribuições relevantes para a cidade. O projeto ainda não foi votado e segue em tramitação na Câmara Municipal.
Enquanto isso, a proposta continua alimentando discussões sobre memória pública, uso do solo urbano e preservação ambiental em Cabo Frio.
